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01.04.2018 | 10:51:12 - Atualizada em 01.04.2018 | 07:51:12 Geral

Morre o escritor e músico Antônio Frizon




Faleceu neste domingo, dia 01, o músico e escritor, Antonio Frizon, aos 79 anos.

Ele foi Patrono da Feira do Livro de Veranópolis, em 2013.

Escreveu livros, fez parte da Sociedade Partenon Literário e integrou também, o Grupo de Lâminas de Porto Alegre, que produz sonoridade a partir de lâminas de serrote.

Antônio Frizon, foi fundador do grupo, lembra que escutou pela primeira vez as notas que vinham do serrote em uma noite de Natal, na cidade de Veranópolis, quando tinha quinze ou dezesseis anos. O músico era um senhor chamado Arlindo Gazzana, que tocava no conjunto Ré-Fá-Si. O que mais lhe chamou a atenção, ao ouvir a clássica canção natalina “Noite Feliz”, foi a qualidade e a beleza do som, que parecia vir de um anjo. A partir desse momento, resolveu se dedicar ao aprendizado do instrumento, que já o acompanha há mais de cinquenta anos. Na Feira do Livro de Porto Alegre de 1997, lançou a obra “Arte de tocar o serrote musical: Histórico, método e segredos”, contribuindo para ampliar a rara bibliografia sobre o tema. Conforme a pesquisa realizada, constatou que o pioneiro no estado foi o músico e compositor Doris José Schlatter, da cidade de Feliz. Este ensinou a técnica para João Plínio Junchem, de São Sebastião do Caí, que a repassou para Arlindo Gazzana, de Veranópolis, com quem Frizon aprendeu a tocar.  Atualmente, era um dos poucos professores de serrote em Porto Alegre. Nas outras cidades do Rio Grande do Sul, aqueles que continuam ensinando essa técnica já foram seus alunos. Além disso, ele detém os direitos autorais das composições deixadas por Schlatter.

O grupo se formou depois que Frizon ministrou o I° Curso de Serrote Musical, em 1999, em parceria com a professora Rose Marie Reis Garcia, então presidente da Comissão Gaúcha de Folclore. Um ano depois, houve a criação da Orquestra de Lâminas de Porto Alegre, atual Grupo de Lâminas de Porto Alegre. Os outros dois músicos que completam o naipe de serrotes, Arno Dreyer Scherch e José Mário Guedes, já estavam presentes nessa primeira edição do curso. Eles demonstraram maior facilidade para se adaptar ao conjunto, uma vez que a orquestra exigia a capacidade de executar músicas cada vez mais complexas. Frizon ressalta que o aprendiz necessita ter bom ouvido, coordenação motora e conhecimento musical, pois o serrote não tem marcações definidas como os instrumentos convencionais. Ao que José Mário Guedes, bem-humorado, complementa: “o serrote possui um único traste, que é o próprio músico”.

Uma de suas últimas publicações foi o livro que conta a história de Eligio Parise, publicado na Feira do Livro de Veranópolis de 2015.

Seu corpo foi transladado de Porto Alegre, onde mantinha residência e velado na capela do bairro São Peregrino. O sepultamento será no Cemitério de Veranópolis, com missa às 17h.

Na foto, Antônio está a esquerda.

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